Andropausa: sintomas começam a aparecer a partir dos 40 anos

Retirado do Jornal O Estado – Link para artigo Original
Por Jessica Fortes

Relacionada ao envelhecimento do homem, também chamada de Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), a Andropausa é um termo criado por analogia com a menopausa, fase que ocorre na vida de todas as mulheres como consequência da falência dos ovários que deixam de produzir os hormônios estrogênio e progesterona. A menopausa é um marco indicativo do final do ciclo reprodutivo da mulher e pode vir acompanhada de alguns sintomas característicos: ondas de calor (fogachos), insônia, diminuição da libido, irritabilidade, suores noturnos, entre outros.

Nos homens, o processo é mais lento e insidioso. À medida que envelhecem, cai à produção de testosterona, o hormônio sexual masculino. Entretanto, mesmo com níveis mais baixos, seus valores ainda podem ser considerados dentro da faixa de normalidade. Ou seja, “trata-se de um conjunto de sintomas que aparecem com o envelhecimento, que difere da menopausa por tratar-se de uma redução gradual dos níveis de testosterona sanguíneo. Já as mulheres apresentam uma queda súbita dos hormônios a partir de certa idade”, explica o urologista Leocacio Barroso.

SINTOMAS
Neste período do envelhecimento, o homem é marcado por mudanças fisiológicas e psicológicas. Mas, por maior que seja a queda da testosterona no homem, ela não se compara à queda dos hormônios femininos na mulher na menopausa. No homem os sintomas se instalam lenta e progressivamente, diferentemente da menopausa na mulher.

O urologista explica, que nesta fase, em 15% dos casos surgem sintomas como perda de interesse sexual, problemas de ereção, falta de concentração, queda de pêlos, aumento de peso, irritabilidade, insônia, e predisposição a fraturas ósseas, entre outros.

O medo de enfrentar desafios, seja na vida particular ou profissional, é um dos sintomas mais comuns. Na menopausa, ocorre invariavelmente à falência dos ovários e o fim do ciclo reprodutivo da mulher, no homem, como explica o urologista, há uma redução gradual dos níveis de testosterona sanguíneo (em torno de 1 -2 % ao ano), a partir dos 40 anos, porém o ciclo reprodutivo dos homens se mantém, com uma redução de sua capacidade reprodutiva.

TRATAMENTO
Tanto para os homens que ainda já apresentam os sintomas quanto para aqueles que desejam fazer a prevenção da Andropausa, existe a Terapia de Reposição Hormonal Masculina, com sua aplicação transdérmica, através de gel, cremes ou adesivos cutâneos. No entanto, para Leocacio Barroso, esse método não é conveniente em localidades quentes, pois seus efeitos são reduzidos. “A forma mais eficaz de reposição é na forma de injeções que se faz a cada três meses”, explica.

RISCOS DA REPOSIÇÃO HORMONAL
Ainda de acordo com o especiaista, vários trabalhos científicos já foram publicados a respeito dos riscos da reposição hormonal masculina e nenhum mostrou relação causa – efeito entre testosterona e aparecimento de câncer de próstata. Apesar disso, todos os pacientes em reposição hormonal fazem acompanhamentos trimestrais no primeiro ano de tratamento.

“As contraindicações para Terapia Hormonal Masculina seriam a suspeita ou caso confirmado de câncer de próstata ou de mama, níveis de testosterona normais e insuficiência hepática”, comenta.

Através da Terapia de Reposição Hormonal Masculina os níveis hormonais podem ser restabelecidos, melhorando a irritabilidade, a depressão e proporcionando a vontade de ser novamente produtivo. O homem que faz o tratamento volta a ter mais energia, força física e mental e vida sexual mais satisfatória.

ACOMPANHAMENTO MÉDICO
Cada caso é individual e, por isso, é necessário consultar um médico especialista e tomar os cuidados necessários. Barroso orienta que todo homem a partir dos 40 anos deve procurar seu médico para acompanhamento, pois a maioria das patologias aparece nesta faixa etária.

“Os principais fatores de risco das disfunções sexuais (diabetes, hipertensão, hipercolesterolemia, hipogonadismo-baixa de testosterona) são os mesmos que causam infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral-AVC. Por isto é importante sua prevenção”, explica.